Livro: Um dia na vida de Ivan Deníssovitch

Neste livro, Ivan Deníssovitch Chukhov é um prisioneiro de guerra e a história conta um dia típico (ou atípico) que se passa no campo de concentração onde cumpre sua pena. O autor, Alexandre Soljenitsin, desenvolve a história com muita propriedade, pois foi prisioneiro entre 1945 e 1953. Aliás, foi exatamente durante o cumprimento de sua pena que ele decidiu escrever este livro.

Quem nunca esteve em um campo de concentração (principalmente como priosioneiro) tem uma ideia obscura de como deve ser a vida – ou a falta dela – lá dentro. E deve ser horrível mesmo. Mas não é assim que o autor mostra sua visão daquela prisão. Com um jeito “descolado” de narrar a história, algumas vezes em primeira pessoa e outras vezes em terceira, o autor mostra que é possível, mesmo estando em um lugar inóspito como aquele, ver o lado bom das coisas e encontrar nelas o prazer de viver, alimentando a esperança de chegar o dia de cumprir a pena e voltar à liberdade.

O desempenho de um trabalho feito com capricho, a apreciação de uma parca alimentação, a vantagem de negociar 200 gramas a mais de pão, a alegria de conseguir uma porção extra de kacha no almoço e a satisfação de ajudar os colegas no que for possível fazem com que Chukhov termine o dia se sentindo feliz por ter se dado tão bem e não ter apanhado ou ter sido mandado para a solitária. O autor mostra, desta forma, que a felicidade está, definitivamente, nas pequenas coisas da vida. Quantas pessoas livres e abastadas não se sentem felizes e não conseguem agradecer a Deus – mesmo não acreditando muito nEle, como Chukhov – por mais um dia de trabalho antes de dormir?

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Livro: Ratos e Homens

Neste livro, Lennie e George são dois “peões”, como descrito pelo autor, que sempre andam juntos. Eles não tem família e nem onde morar, e vivem pulando de uma fazenda para outra, trabalhando e tentando juntar dinheiro para realizar o sonho que eles tem de comprar “um pedaço de terra” para “viver no bem-bom”. Eles tem plena consciência de que só tem um ao outro, como se fossem dois irmãos, sempre preocupados com o cuidado recíproco.

Eles nunca ficam muito tempo trabalhando e vivendo em uma única fazenda, porque Lennie, que tem uma força descomunal mas a mentalidade de uma criança, sempre acaba arrumando confusão, obrigando os dois amigos a fugirem de onde quer que estejam.

O personagem principal é Lennie. Com seu retardo mental, ele vive em função da fazenda que os dois sonham em conquistar, e seu principal objetivo é cuidar dos coelhos. Chega a ser cômica a forma como ele lembra dos coelhos a todo o instante. Ele não tem capacidade de lembrar de praticamente nada nem de avaliar o resultado das suas ações, mas esse sonho faz que ele perceba uma tênue linha que separa o que deve e o que não deve ser feito, para que George não o proíba de cuidar dos animais.

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Livro: O Peregrino

Eu pensei que já tivesse lido um livro com uma história maluca, mas esse aqui me surpreendeu. O Peregrino é uma obra de ficção que se passa em uma época razoavelmente avançada – o autor não cita o ano em que tudo acontece, mas é uma época em que uma instituição, denominada por seus opositores de “Tábula”, tem controle sobre todas as comunicações e movimentos de cada cidadão. Câmeras de vigilância espalhadas por todos os lados analisam os pontos nodais dos rostos que capturam, e assim a “Imensa Máquina” sabe onde todos estão.

Um Peregrino é uma pessoa que tem a habilidade de “viajar” para outros mundos. É como se a alma saísse do corpo e fosse para outra realidade. Essa habilidade é herdada, e não adquirida. A princípio, a Imensa Máquina desejava eliminar todos os Peregrinos, pois quando estes viajavam para outras dimensões voltavam com idéias revolucionárias, que tirariam o poder das mãos de quem controlava tudo. Mas depois, com o avanço da ciência (sim, era possível avançar mais), a Tábula passou a procurar Peregrinos para implantar sensores em seus cérebros e obter informações detalhadas sobre a “travessia” para outras dimensões.

Os Arlequins eram uma tribo que viviam com um único objetivo: proteger os Peregrinos. Eles eram treinados desde a infância para estar alerta a todo o momento, desconfiar de todos e matar quem fosse necessário com as clássicas espadas Arlequins, facas, armas de fogo ou qualquer outro artefato que estivesse disponível.

A protagonista da história é Maya, uma Arlequim de personalidade forte. Para sintetizar as características desta personagem, imagine o extremo oposto ao da protagonista insípida da saga Crepúsculo. Pronto, aí está Maya na tua cabeça. Uma jovem ativa, forte, inteligente e que, quando criança, foi treinada pelo seu pai, Thorn, para ser uma excelente Arlequim.

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Livro: Google Android

Este é o primeiro livro técnico que entra na minha lista de livros “completamente lidos”. Por se tratar de um livro técnico, não tem muito o que explicar sobre ele.

É uma fonte excelente de informações sobre programação para Android, o sistema operacional do Google para celulares. Explica muito bem os conceitos básicos para que o leitor possa iniciar rapidamente a programação para aparelhos com esse sistema, desde que tenha conhecimentos prévios de Java e Orientação a Objetos. Conhecimentos básicos sobre threads com Java também ajudam a entender melhor os exemplos.

Apesar de ser um livro longo (pouco mais de 600 páginas), o autor abriu mão de detalhes que muitas vezes interessam aos programadores – por exemplo, a forma como alguns registros são armazenados no dispositivo – em benefício da cobertura de diversos assuntos diferentes, que vão desde como funciona a estrutura da API do Android até a utilização do GPS ou da câmera do aparelho. Para encontrar esses detalhes que os programadores tanto gostamos (ainda estranho a silepse…), nada melhor que a documentação do sistema.

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Livro: Fernão de Magalhães

Eu me lembro que nos meus primeiros anos do ensino fundamental a “tia” falou que o Brasil foi descoberto quando alguns portugueses procuravam outro caminho para chegar às Índias. Como o assunto era o descobrimento do Brasil, foi só isso o que ela disse sobre as viagens transatlânticas daquela época. Ela não falou o motivo – pelo menos não de forma detalhada – pelo qual os nossos hermanos lusistanos procuravam aquelas terras. Se ela tivesse contado a história de Fernão de Magalhães pra nós, certamente a aula dela seria muito menos tediosa (confesso: nunca gostei de história, pelo menos da forma como me foi ensinada…).

No livro Fernão de Magalhães, Stefan Zweig explica direito essa história: Portugal e Espanha se valiam da Ilha das Especiarias para aumentar seu “PIB”, pois naquela época esses insumos – que hoje nos contentamos em chamar de “tempero” – custavam muito caro. Eram necessários dias a fio de navegação para trazer especiarias das Índias.

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FlexReport com o Flex4!

Alguns dias atrás eu escrevi este artigo com o título “Uma nota sobre o FlexReport” e configurei o post para que ele fosse ao ar no dia seguinte. Este ERA o conteúdo do artigo:

Há um bom tempo eu escrevi um artigo e gravei um dois screencasts sobre o FlexReport, mostrando como ele funciona(va) e como criar um relatório com ele.

Esses artigos estão entre os mais visualizados do meu blog. Até hoje eu recebo perguntas e comentários sobre como resolver algum problema com o FlexReport, como imprimir em formato paisagem, como adicionar outros formatos de papel, entre outras perguntas.

Pretendo com este post responder a todas essas questões: não usem o FlexReport. A idéia do programa é excelente, mas infelizmente o projeto foi abandonado. A última versão (0.2 RC1, se não me engano) foi lançada no começo de 2008, quando o Flex 3 ainda não tinha tanto tempo de vida. Estamos em 2010, a versão final do Flex 4 já saiu e o FlexReport não mudou nem um pouco.

Eu até pensei em ajudar a tocar o projeto, mas por falta de tempo não pude colaborar da forma que eu gostaria.

Como já estamos usando o Flex 4, vale a pena dar uma olhada nos recursos de impressão que temos disponíveis. Pode ser que ajude em alguma coisa: http://help.adobe.com/en_US/flex/using/WS2db454920e96a9e51e63e3d11c0bf65381-8000.html

Mas quando anoiteceu eu recebi um e-mail do Douglas Marques com uma boa notícia: ele e a equipe da empresa onde trabalha atualizaram a biblioteca do FlexReport para trabalhar com o Flex 4, além de corrigir diversos bugs! Cancelei a publicação do artigo e (felizmente) substituí por este novo artigo.

Eu ainda não testei a biblioteca, mas atendendo ao pedido do Douglas estou publicando ela aqui.

A informação que eu tive é que em breve a empresa disponibilizará o código fonte.

Update @ 08/nov/2010 20h30

Atendendo a solicitações (e resolvendo uma pendência antiga), estou publicando o código-fonte que o Douglas me enviou e dando os créditos apropriadamente: os feras que fizeram a atualização foram Diogo Muller, Douglas, Lucas Zambon, Ivo Marcelo e Marcelo Mello, todos da Lactec.

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Livro: O homem que foi quinta-feira

Tão estranha quanto o título do livro é a sua história: quinta-feira se refere à função do protagonista, e não o dia em que ele morreu ou foi pra algum lugar, como pensaram as pessoas que viram que eu estava lendo este livro.

Tudo começa com a discussão entre dois poetas sobre a natureza dos versos: um acredita que a inspiração vem de um universo ordenado e previsível, o outro acredita que sua origem está no caos da anarquia. Desse ponto em diante uma mistura completamente maluca de detetives, anarquistas, um monstrengo que vê todos e domina tudo e outros personagens de personalidades ímpares garantem uma história bem humorada que tem um final inusitado.

Livro: Ivanhoé

Eis mais um clássico: Ivanhoé. Não é fácil escrever uma resenha deste livro sem revelar o final da história, o que não pretendo fazer aqui para não frustrar as espectativas de quem ainda não leu o livro.

A história é um romance de cavalaria e acontece alguns anos antes de a Inglaterra ser criada, numa época de intrigas entre cristãos corrompidos e judeus avarentos, saxônios orgulhosos e normandos briguentos, senhores do clero e homens proscritos. Por amor ou pela própria honra, os personagens garantem uma história com muita aventura, espadadas, flechadas e até um castelo destruído “com as unhas”.

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Instalando sua aplicação Rails/RestfulX (e as gems) na DreamHost

Apesar dos muitos comentários negativos que ouvi por aí sobre a DreamHost, até hoje não tive problemas: mantenho este blog hospedado lá há quase um ano e não tenho do que reclamar.

Esses dias resolvi colocar uma aplicação em Flex/Rails (com RestfulX) para rodar no servidor e não tive problemas. A única “pequena dificuldade” que tive foi para entender como funciona a instalação das gems no servidor deles, o que é muito simples.

Primeiro criei um subdomínio com suporte a Passenger (o que exigia que o diretório web terminasse com “public/”), conforme screenshot a seguir:

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CRUD com o RestfulX – aplicação funcionando

Há alguns dias eu escrevi dois artigos sobre como realizar as operações de CRUD com o RestfulX – um falando sobre o retrieve e outro sobre o create, update e delete.

Quando escrevi o segundo artigo eu fiquei devendo mostrar para vocês a aplicação de exemplo funcionando. Pois aqui está: veja a aplicação rodando e faça seus testes!

Para ver o código fonte basta clicar com o botão direito na aplicação e escolher “View source”.