Filme: Le Concert

O concerto nº 1 de Tchaikovsky para violino (o único que ele compôs para este instrumento) é simplesmente fabuloso. Junte-se a ele uma história de superação e você terá um filme: Le Concert.

Andrei Filipov, um faximeiro e ex-maestro que não ostenta uma batuta há 30 anos se depara com uma oportunidade inusitada de reger a última peça que regeu até então: o concerto de Tchaikovsky para violino. Ele começa então uma corrida para reunir os antigos músicos, que não se veem nem tocam juntos há muito tempo para apresentar o concerto em Paris.

Seria inútil permitir que as linhas deste post se proliferem quando já existe uma crítica mais inspirada sobre o mesmo assunto  – leia no blog de um amigo meu O Concerto: Arte e Beleza que nos abrem à esperança. Mas não poderia deixar de citar duas frases que me chamaram a atenção durante o filme, que dispensam explicações posteriores:

Andrei escolhe uma solista que é muito famosa para fazer o violino solo. Mas está constantemente hesitante quanto a factibilidade do seu projeto. Ele manifesta sua preocupação em convidar esta solista que tem um cachê muito alto. A resposta do patrocinador é categórica:

É preciso ser exigente, caprichoso, se mostrar sério e profissional.

Depois de algum tempo reunindo as pessoas, quando se depara com muitas dificuldades, Andrei declara para seu amigo, que está ajudando a reunir os músicos, que vai desistir do plano. Além das dificuldades, ele se preocupa porque não rege há 3 décadas. E o amigo interpela o maestro:

Tchaikovsky está dentro de você, está no seu sangue. (…) Há 30 anos você nos embriaga com Tchaikovsky.

Um filme que só pela música já vale a pena. Veja o trailer:

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