Livro: A 25ª hora

O título do livro faz alusão a um momento onde todas as alternativas de socorro já não são mais possíveis, a última hora do dia já passou, não há mais nada que possa evitar a destruição do homem.

Essa introdução apocalíptica não é completamente minha. É a imagem passada por um dos personagens, um escritor. Ele cria o último volume do seu romance durante a história, entitulado, não coincidentemente, “A 25ª hora” – uma espécie de função recursiva, para os programadores que me lêem.

A história se passa em meio aos acontecimentos [sempre] bestiais de uma guerra, e o personagem principal é Iohan Moritz, um romeno que é levado injustamente a um campo de concentração de judeus na Romênia. A partir de então uma série de mal-entendidos faz que ele se passe por diversos campos de concentração em países diferentes, aos quais consegue sobreviver graças à sua ingenuidade e a companhia de seu amigo intelectual Traian Koruga – o escritor que deu o título ao livro.

É interessante como muitos autores levam seus personagens a situações extremas – como um campo de concentração ou um deserto – para mostrar os limites do Homem e a forma como somos levados pelo ambiente social em que vivemos a inverter os valores das coisas. Mas essa é uma reflexão que estou guardando para um próximo post sobre um livro que li há pouco tempo, mas que merece um cuidado especial para eu não seja injusto ao lhe escrever um resumo.

Keep smiling!

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