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Livro: Ratos e Homens

Neste livro, Lennie e George são dois “peões”, como descrito pelo autor, que sempre andam juntos. Eles não tem família e nem onde morar, e vivem pulando de uma fazenda para outra, trabalhando e tentando juntar dinheiro para realizar o sonho que eles tem de comprar “um pedaço de terra” para “viver no bem-bom”. Eles tem plena consciência de que só tem um ao outro, como se fossem dois irmãos, sempre preocupados com o cuidado recíproco.

Eles nunca ficam muito tempo trabalhando e vivendo em uma única fazenda, porque Lennie, que tem uma força descomunal mas a mentalidade de uma criança, sempre acaba arrumando confusão, obrigando os dois amigos a fugirem de onde quer que estejam.

O personagem principal é Lennie. Com seu retardo mental, ele vive em função da fazenda que os dois sonham em conquistar, e seu principal objetivo é cuidar dos coelhos. Chega a ser cômica a forma como ele lembra dos coelhos a todo o instante. Ele não tem capacidade de lembrar de praticamente nada nem de avaliar o resultado das suas ações, mas esse sonho faz que ele perceba uma tênue linha que separa o que deve e o que não deve ser feito, para que George não o proíba de cuidar dos animais.

Apesar de ser lúcido, George acaba adotando o mesmo objetivo que Lennie. E esse sonho acaba contagiando os outros peões que os dois amigos conhecem na fazenda onde transcorre a história do livro.

A história é curta – 103 páginas – mas tem uma densidade muito grande. Com sua narrativa, o autor mostra os seres humanos como “sonhadores malogrados”, que dependem de suas utopias para suportarem a crueldade do mundo que os cerca. Além disso, também tenta retratar o que acontece quando um homem desiste dos seus sonhos e aceita a vida-comum imposta pela vida e pelo comodismo da sociedade.

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