Roubo de teclas de atalho

Um dos princípios de usabilidade é a “familiaridade”. Esse princípio diz que os controles do sistema que será operado por um usuário pode remeter ao conceito de algo que já é familiar a ele.

Um exemplo disso, considerando somente o design de interfaces para aplicativos de computadores, é o menu das aplicações. As pessoas já estão acostumadas em encontrar um primeiro item de menu chamado “Arquivo”, que tem opções para salvar o que está fazendo, abrir outro documento, configurar a página, enfim, algo ligado ao arquivo; elas também esperam que o último item de menu seja o menu “Ajuda”.

Me lembrei disso depois de instalar o Google Notas, um plugin para o Firefox que facilita o uso do serviço de “Notas” da empresa. Como de costume, quando quero navegar em outro site, uso a tecla de atalho CTRL + N para ir à barra de endereços. Mas depois de instalar o plugin, tive uma surpresa: essa é a mesma tecla de atalho para abrir o aplicativo. Isso me obrigou a ter que usar o mouse todas as vezes que quero digitar um outro endereço, o que para mim se tornou um incômodo. O resultado é que desinstalei o plugin para poder ter minha tecla de atalho de volta para a função que eu queria – ah, e o aplicativo não dava opções para mudar a seqüência de teclas.

Algo semelhante acontece com o Internet Explorer 7. Para acessar a barra de endereços, pressiona-se CTRL + D. Na versão em inglês, tudo bem, considera-se o “d” de address, mas porque não manter o atalho na versão em português do navegador?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *